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Conexão Roberto D'Avila com Fanny Ardant
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| Fanny Ardant |
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Fanny Ardant nasceu na França e cresceu no Principado de Mônaco.
Formada em Ciências Políticas, chegou a trabalhar na embaixada francesa em Londres, mas logo desistiu para se dedicar à carreira artística.
Fanny estreou no teatro e no cinema nos anos 70 e logo se tornou a atriz mais popular da França por sua participação num famoso seriado de TV, AS DAMAS DA CORTE (LES DAMES DE LA CÔTE).
No início dos anos 80 ela conheceu François Truffaut, um dos principais nomes da Nouvelle Vague francesa, com quem viveu até a morte do diretor em 1984.
Dirigida por ele, Fanny alcançou sucesso internacional, com o filme A MULHER AO LADO, onde contracenou com Gerard Depardieu.
O sucesso abriu as portas para trabalhar com outros diretos igualmente importantes, como Alain Resnais, Ettore Scola, Claude Lelouche e Costa-Gavras.
Em 95, fez a sua estréia em Hollywood, pelas mãos de Sidney Pollack, na refilmagem do clássico SABRINA.
Há alguns anos, interpretou com maestria a grande cantora lírica Maria Callas, no filme CALLAS FOREVER, direção do italiano Franco Zefirelli.
Ao todo, são quase 50 filmes em sua carreira.
Fanny Ardant também é diretora e roteirista.
Recentemente ela esteve no Brasil, para apresentar o seu curta- metragem SONHOS AUSENTE (CHIMÈRES ABSENTES) - que faz parte do projeto Artes do Mundo patrocinado pela ONU – e para acompanhar a apresentação de CINZAS E SANGUE, seu primeiro trabalho como diretora e roteirista, na Mostra de Cinema de São Paulo.
No programa, Fanny fala sobre o projeto “Arts For The World” que trata sobre a tolerância pelo mundo. O curta que dirige é uma história sobre os ciganos, a liberdade. Em seu imaginário, os ciganos sempre representaram a liberdade.
A atriz nos conta que o pai a ensinou a ter um espírito livre e a tratar do mesmo jeito o Príncipe da Espanha e a vendedora de cartão-postal.
Filmar na Itália é sempre um grande prazer, pois a vida é suave, há o caos, mas tudo acaba acontecendo. Em sua concepção, a vida criativa, a vida artística se organiza na desordem e dá possibilidade a tudo de crescer, a tudo de brotar.
Fala ainda sobre a descoberta da profissão de atriz e da sua carreira no teatro, cinema e televisão.